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Alzheimer's Association International Conference 2026
July 12-15, 2026 | London, United Kingdom, and Online

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Identification Of Ctsk And Acp5 In Microglia: An Osteoclastogenic Target For Neuroprotection In Alzheimer’S Disease
Poster Presenter
Authors
Luara Bela Rocha Gomes, Isabela Sacco Camara, Laura Gomes Libório, Alice Matos Dal Boni, Rafael Everton Assunção Ribeiro da Costa, Giovanna Laura Galvão Costa
Affiliations
Faculdade UNIRB, Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG)
Part of Topic
Contexto: A periodontite grave e a doença de Alzheimer (DA) compartilham uma etiologia inflamatória crônica, porém os mecanismos moleculares precisos que conectam a reabsorção óssea periférica à neurodegeneração central permanecem obscuros. No tecido esquelético, a degradação da matriz é executada por osteoclastos que secretam catepsina K (CTSK). Este estudo testou a hipótese de que a microglia na DA sofre reprogramação transcriptômica em direção a um fenótipo "semelhante ao de osteoclasto", reativando ectopicamente essa maquinaria enzimática lítica para mediar a sinaptólise (degradação da matriz sináptica) no hipocampo. Métodos: Realizamos uma análise bioinformática translacional entre tecidos, integrando dados transcriptômicos orais e neuropatológicos. O conjunto de dados GSE10334 (NCBI GEO) de tecido gengival com periodontite foi analisado via GEO2R para estabelecer o perfil de coexpressão patogênica de CTSK/ACP5. Posteriormente, investigamos a expressão diferencial desses genes no hipocampo de pacientes com doença de Alzheimer (n = 30) em comparação com controles saudáveis, utilizando o banco de dados AlzData, com validação estatística corrigida. A especificidade celular foi determinada utilizando dados de sequenciamento de RNA de célula única (scRNA-seq) do Atlas de Proteínas Humanas. Redes de interação proteína-proteína (IPP) foram construídas no STRING-DB para mapear a regulação desses genes pelo eixo de risco TREM2-TYROBP. Resultados: A análise gengival confirmou CTSK e ACP5 como os principais responsáveis pela destruição tecidual na periodontite (LogFC > 4,5, p < 0,001). Crucialmente, a análise do hipocampo de pacientes com doença de Alzheimer revelou uma regulação positiva anômala e significativa de CTSK (LogFC > 1,5, p < 0,01) e ACP5, indicando uma transposição da patologia óssea para o cérebro. O mapeamento de células individuais demonstrou inequivocamente que a microglia é a fonte exclusiva de CTSK no parênquima cerebral, mimetizando funcionalmente o osteoclasto. A análise de rede revelou que a expressão de CTSK depende da sinalização de TREM2, sugerindo que a "Micróglia Associada à Doença" (DAM) utiliza proteases ósseas para degradar a matriz perineuronal. Conclusão: Identificamos a reativação ectópica do programa osteoclastogênico (CTSK/ACP5) especificamente na microglia como um mecanismo patológico de sinaptólise na doença de Alzheimer. Esses dados reposicionam a catepsina K, transformando-a de um simples marcador ósseo em um alvo terapêutico neurológico viável. Inibidores farmacológicos da CTSK, como o odanacatib (desenvolvido para osteoporose), surgem como candidatos promissores para o reposicionamento de medicamentos no bloqueio da erosão sináptica e na promoção da neuroproteção.
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